Pastor Behnam Irani,reconhece que Deus nunca o abandonou.

Em outubro do ano passado, o pastor Behnam Irani foi libertado pela justiça iraniana depois de passar 6 anos na prisão por causa da fé em Cristo. Durante esse período, ele teve sérios problemas de saúde por conta dos maus tratos e das torturas físicas que enfrentou. Recentemente, colaboradores da Portas Abertas foram visitá-lo para saber como ele estava e reuniram-se com sua família. Seu filho Adriel, de 9 anos, sempre corria em direção ao pai para lhe dar um beijo e abraçá-lo e essa cena se repetiu por diversas vezes. Behnam fechava os olhos e sorria demonstrando imensa alegria.

Ele, a esposa e os dois filhos (Adriel e Rebeca de 14 anos) vivem hoje como refugiados na Turquia. O pastor que costumava liderar uma grande rede de igrejas domésticas no Irã não pode dar continuidade aos trabalhos já que a conversão ao cristianismo é considerada um crime no país e ele já pagou por ser um “criminoso” e converter a muitos. Sua esposa Kristina demonstra a felicidade por ter o marido de volta: “Às vezes, tenho que tocá-lo para me certificar de que não é um sonho e que ele realmente está sentado novamente no sofá da sala”, ela diz sorrindo.

Embora o cristão assuma ter passado por momentos realmente difíceis, ele reconhece que Deus nunca o abandonou. “O Senhor esteve comigo todos os dias. A vida na prisão não é fácil, mas ser preso por Jesus foi para mim um presente. Ele me deu oportunidades de compartilhar seu amor por lá, nos lugares mais escuros e sombrios”, afirmou. Ele apenas lamenta ter perdido seis longos anos do crescimento dos. “Adriel era muito pequeno quando fui preso e começou a me esquecer. Ele só podia me visitar de vez em quando”, conta.

Agora Behnam está recuperando o tempo que não passou com a família. “Eu reservei seis anos de abraços para eles. Muitas coisas mudaram. Minha filha crescia alegremente, mas depois dessa situação, ela ainda se assusta até com o som da campainha, com medo de que eles me levem embora novamente”, comenta. A luta ainda não acabou. O cristão tem uma lesão no pé que não foi tratada, e isso dificulta a procura por um emprego. A família sonha em retornar ao Irã. “Confiamos que Deus continuará fazendo o melhor para nós. Temos apenas que segui-lo”, conclui o pastor.

Fonte: Site Portas Abertas.